terça-feira, março 21

MI Sérgio Rocha no VI Open de Xadrez de Vila Nova de Caparica

Com o aproximar da data de realização desta prova surgem as inscrições dos jogadores nacionais mais cotados.
É o caso do Mestre Internacional Sérgio Rocha, atleta do FUTEBOL CLUBE BARREIRENSE.
Sérgio Rocha nasceu em Alhos Vedros e vive hoje no Barreiro, onde começou a jogar xadrez em 1984 com 12 anos no G.D. da Quimigal.
Os seus principais resultados foram a conquista de medalhas de prata e bronze nos campeonatos mundiais de jovens em 1993 e 1995. Conquistou o título de mestre internacional de xadrez em 1996. Hoje continua a jogar, é director técnico do plano de desenvolvimento de xadrez do Barreiro e treinador de jovens em Portugal.
Com o quadro competitivo do VI Open a aumentar de qualidade, começa a antever-se uma prova extremamente disputada e interessante.

Mais uma razão para aparecerem no próximo dia 25 de Março (sábado), na Escola Básica de 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica (GPS N 38º38'43''; W 9º12'19'').
O regulamento da prova pode ser consultado aqui e a lista de inscritos aqui.
Faça já a sua inscrição enviando um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com



segunda-feira, março 20

História do Open Vila Nova de Caparica


Hoje inicia a Primavera! É um bom momento para contar a história do Open Vila Nova de Caparica, pois no próximo sábado, 25 de março, teremos a sexta edição desta prova Peonina. A memória do Open entrelaça-se com o início da história do próprio Clube Peões da Caparica.

O Clube Peões da Caparica (CPC) foi formalmente constituído a 7 de dezembro de 2009, por um pequeno de grupo de cidadãos de Vila Nova de Caparica e arredores, interessado sobretudo em aumentar a oferta desportiva e cultural nesta localidade. O primeiro evento organizado pelo CPC foi o I Open Vila Nova de Caparica, prova de semi-rápidas de 15 minutos em 7 sessões, aconteceu a 30 de Janeiro de 2010 (menos de dois meses após a fundação). 

O I Open Vila Nova de Caparica (clicar para aceder ao chessresults) foi uma festa de xadrez com 76 participantes vindos de várias equipas do distrito de Setúbal e de Lisboa. Salienta-se a participação de uma equipa homónima, os Peões de Alverca (entretanto extinta). Os associados, não praticantes de xadrez, juntaram-se ao evento dinamizando um bar, cheio de coisas saborosas (como atestam as fotos abaixo). Muitas outras ajudas foram imprescindíveis para o sucesso do evento:
# Agrupamento de Escolas da Costa da Caparica
# Junta de Freguesia da Caparica
# Plano de Desenvolvimento de Xadrez de Almada (MF João Leonardo) e Câmara Municipal de Almada
# Associação de Xadrez de Setúbal (Sara Monteiro)
# Lugar ao Sol

Foi uma prova muito disputada que decorreu num ambiente de são convívio e sem problemas a assinalar. No final, o inexperiente árbitro principal que acumulava também as funções de diretor de prova, nem reparou que tinha dois jogadores empatados no primeiro lugar, com 6,5 pontos. Passou-se à distribuição de prémios, atribuindo vitória ao primeiro jogador da tabela, Luís Simões Reis, do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro, e o segundo lugar ao Hugo Ferreira, da mesma equipa. Os jogadores não reclamaram. Só posteriormente, foi detetada a gralha, e por isso o Open Vila Nova de Caparica, é o único torneio que conhecemos, que na sua primeira edição teve dois vencedores: Luís Simões Reis e Hugo Ferreira.
 

Em 2011, no mesmo dia do mês de janeiro, tivemos a 2ª edição do Open Vila Nova de Caparica, com a participação recorde de 85 jogadores. Fantástico torneio.
 

Em 2012, a Federação Portuguesa de Xadrez marcou uma prova oficial para o último fim-de-semana de janeiro, e o CPC foi forçado a alterar a data III Open Vila Nova de Caparica, para 3 de março. O número de participante baixou para 62 jogadores.
 
Em 2013 e 2014 este evento não aconteceu.
 

Em 2015, a quarta edição do Open aconteceu a 14 de março, com apenas 33 jogadores.
 

Em 2016, o V Open Vila Nova de Caparica decorreu no dia 13 de fevereiro e teve uma participação de 32 jogadores, mas com a maior ELO médio de sempre 1614.

Para não maçar  mais, abaixo apresenta-se uma tabela com algumas informações relevantes destes eventos:

Renovamos o convite à participação na sexta edição deste Open. Faça já a sua inscrição enviando um e-mail para xpeoes.caparica@gmail.com

Para terminar temos um pequeno filme, com algumas fotos do 1º Open Vila Nova de Caparica (I Open VNC).

domingo, março 19

VI Open Vila Nova de Caparica é já no próximo sábado

O VI Open Vila Nova de Caparica é já no próximo dia 25 de Março (sábado).
Constituída por 7 sessões de 15 minutos KO, é realizada na sede do CPC, sita na R. Pedro Álvares Cabral, Vila Nova de Caparica, 2825-049 Caparica (Escola Básica de 1º Ciclo de Vila Nova de Caparica) GPS N 38º38'43''; W 9º12'19''.
O torneio destina-se unicamente a jogadores federados pela Federação Portuguesa de Xadrez, contando para a contagem de pontos ELO, sendo limitado a 80 jogadores.
O VI Open Vila Nova de Caparica inclui um total de 270€ em prémios monetários, mais oferta de bilhetes duplos para o Teatro (patrocinado pelo Teatro Municipal de Almada Joaquim Benitepara os melhores jogadores seniores e veteranos do concelho de Almada.
Inscreva-se para o e-mail xpeoes.caparica@gmail.com.
Não falte!

quinta-feira, março 16

Espetacular e inusual manobra de Cavalo


Hoje visitamos uma miniatura histórica que aconteceu no torneio de Gibraltar em 2006. Na contenda estavam Peter Wells (GM inglês) de brancas, e Alexey Shirov (GM nascido em Riga na Letónia, mas aquando desta partida jogava pela seleção espanhola) de negras. Quando esta partida foi jogada Shirov era um adversário arrasador. Um dos melhores jogadores de xadrez daquela época, com um estilo vincadamente de ataque e muito ousado.

 


Antes de entrar na partida, lembramos aqui uma das melhores jogadas de todos os tempos, numa partida entre V. Topalov e A. Shirov, em 1998, quando ao 47º lance (posição seguinte) as negras retiram da cartola um lance galáctico, absolutamente surpreendente e esmagador – 47. … Bh3!!
Topalov ainda tentou jogar, mas após mais meia dúzia de lances rendeu-se à evidência da força dos Peões negros apoiados (48.gxh3 Rf5 49.Rf2 Re4 50.Bxf6 d4 51.Be7 Rd3 52.Bc5 Rc4 53.Be7 Rb3 0-1).

Peter Wells, com menos 200 ponto ELO do que Shirov, estudou bem o adversário. Escolheu o ataque Trompowsky e após o oitavo lance das negras a posição no tabuleiro era a do quadro seguinte.

Nesta posição as brancas têm uma situação confrangedora, com o ataque das negras à ala de dama e estão na eminência de perder peça ou manter a defesa de b2 e, ficar em desvantagem de desenvolvimento e de material. As brancas jogaram pelo desenvolvimento 9. Dxf4, que os analisadores electrónicos consideram um erro, mas que os comentadores especializados classificam com pontos de exclamação (sobre as dificuldades das máquinas falharem na avaliação de certas posições é interessante ler o artigo, publicado há dois dias no jornal inglês The Telegraph). 

Após o lance 9 de Shirov a posição (acima) é aparentemente agonizante para as brancas. O exército negro ameaça desfazer toda a ala de dama e não se imagina como poderão as brancas contestar… 

…. Nesta situação Wells calmamente domina a situação e inicia uma fabulosa manobra com Cavalo de Rei para enclausurar a Dama negra: Ce2Cec3. Esta poderosa manobra de cavalo é ilustrada na abertura deste apontamento pelo um cavaleiro mameluco, daquela poderosa casta militar que liderou o Egipto entre os séculos XIII e XVI (desenho de Carle Vernet em 1810| Crédito http://pt.wikipedia.org). Após o lance 11 de Wells a situação no tabuleiro é a que se mostra de seguida.

A posição aparentemente mudou de pendência. As negras continuam à frente em material, mas as brancas dominam em espaço e desenvolvimento; os analisadores electrónicos dão possibilidades semelhantes para ambas as partes. Porém, as brancas ameaçam encarcerar definitivamente a Dama adversária (12. Dd2) e, também, mantém iniciativa de ataque, nomeadamente nas casas negras à volta do Rei (12. d6).

As negras optam para impedir o sequestro da sua Dama, e após o lance 13º das brancas chegamos à posição do quadro abaixo, onde a supremacia de Wells levou Shirov, simplesmente, a abandonar. A partida poderia ter continuado por exemplo na linha seguinte 13.De3 Cc6 14.Bd3 Db2 15.O-O e6 16.Df4 Tg8 17.Df6 Tf8 18.Be4 Db6 19.Cb5 com a ameaça de mate no ar.

Nunca antes Shirov tinha perdido uma partida em tão poucos lances. Peter Wells tinha feito um bom trabalho de casa. Wells reconhecendo o estilo do adversário escolheu uma abertura onde Shirov se sentisse como peixe dentro de água, e nem desconfiasse do que lhe estava preparado. Esta partida, até ao lance 12 de brancas, é uma réplica exata de uma partida jogada no campeonato holandês em 1994, entre J. Hodgson – J.Van der Wiel, e ganha também pelas brancas. No final poderão ver todos os movimentos desta miniatura histórica.

Notas Finais
1) Para quem gosta de chocolate recomendamos o Mercado de Chocolate no Mercado da Trafaria de 16 a 19 de março (mais informações aqui).

2) Relembramos o VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica que acontece a 25 de março (
mais informações aqui).

sábado, março 11

Quanto vale um cavalo?

Checkmate” por Govert Muijs| Créditos http://www.govertmuijs.com/
Quando alguém se inicia na prática de xadrez é usual ensinar-se-lhe o valor das peças. É disso que abordamos neste pequeno apontamento em relação ao cavalo. Deve deixar-se os leitores de sobreaviso, não falamos de um cavalo comum. Falamos de um cavalo incrivelmente poderoso – o cavalo de Caruana (Londres dezembro de 2016).

No xadrez deve ter-se sempre a maior atenção aos movimentos táticos, porque um simples golpe tático põe tudo a perder!! O garfo de peão é um desses golpes em que podemos perder uma peça e o jogo.


As brancas devem salvar o Cavalo ou a Dama | Créditos http://chess24.com/
Creio que as palavras não são suficientes para exprimir o que acontece na posição acima. Este magistral jogo, onde um Cavalo parece valer mais que uma Dama é apresentado abaixo. E o fantástico quadro acima do pintor holandês Govert Muijs com a Dama branca montada no Cavalo Negro a explodir para fora da tela - tabuleiro de xadrez - parece uma obra feita de propósito para este magistral jogo.

segunda-feira, março 6

As mais antigas peças de xadrez: exército viking


Os pés afundam-se na areia passeando entre as dunas. A brisa marinha refresca e as ondas do mar relaxam o fim de tarde! O Sol laranja pinta o horizonte. As gaivotas grasnam em volta. Eis que um pé tropeça numa rocha entre a areia.

Senta-se. As suas mãos afastam a areia. Não é uma rocha. Curioso! Afasta mais a areia. Vai pondo à vista uma pedra. Não, não é uma simples pedra. Talvez uma caixa, ou uma mala de pedra. Afasta mais a areia. Quer ver para dentro. Tenta abrir. Ufa … não é fácil. Mais uma tentativa. Desiste?

Finalmente, lá se abre a mala de pedra. Ena a mala está cheia! Pequenas figuras num material estranho. As figuras bem definidas, ricas de pormenores, evidenciando expressões de espanto. Existem sequências de peças. São peças de xadrez especiais. Nunca antes tinha sido visto nada assim. Parece um exército viking!


Esta é uma das histórias que se pode contar sobre o aparecimento das mais antigas peças de xadrez, que foram encontradas numa praia da ilha de Lewis (norte da Escócia), em 1831. O tesouro encontrado tinha 93 esculturas. Destas, 78 eram peças de xadrez. A maioria das peças esculpidas em marfim de morsa e, algumas, em dente de baleia, com alturas variáveis entre 4 e 10 cm.

Estas peças são o mais antigo conjunto de xadrez conhecido, datado do século XII (1150-1200). São uma atracção do British Museum, em Londres, e de alguns museus Escoceses. Naturalmente, existem hoje interessantes réplicas destas fabulosas peças. 


A ilha de Lewis no século XII fazia parte do reino Viking. É possível que as peças tenham chegado à ilha através de algum rico mercador, que por razões desconhecidas aí as tenha abandonado. Acredita-se que as peças tenham origem na Escandinávia (Noruega, Dinamarca e Suécia), base do reino Viking. Até porque seria aí, mais facilmente encontrados os materiais das esculturas e os habilidosos mestres artesão que tão bem as esculpiram. 

Este achado é valioso em muito aspectos. Por exemplo, é demonstração das qualidades artísticas e de trabalho dos artífices da época.  Mas, também, constitui um testemunho inexpugnável  do interesse que o xadrez despertava em plena idade média. Desde o Sul, onde terá chegado pela acção dos Mouros, como já vimos, disseminou-se por todo o continente chegando mesmo às regiões mais longínquas a norte da Europa. Aí, não só seria objecto de prática dentro da comunidade, como também constituía valioso bem nas trocas comerciais.

Falamos disso a propósito do VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica que acontece já a 25 de março. Venham jogar nesta prova que é a mais antiga prova do Clube Peões da Caparica (CPC). Iniciou em janeiro de 2010, cerca de 1 mês e meio depois do CPC ter sido constituído.


Para o cartaz desta prova, o criativo José Borges (também tesoureiro do CPC) escolheu uma rica imagem do maior tesouro do xadrez do mundo. No cartaz acima, parece estar a haver uma reunião entre as enigmáticas figuras do Xadrez de Lewis, da esquerda para a direita: Rei, a sentinela – a Torre, e a Rainha. Todos de olhos arregalados focados no fundo do horizonte, surpreendidos ou em preparação para mais uma batalha? 

O Rei está numa posição impassível e concentrado no que aí vem… Num exército móvel, como era o Viking, a Torre é representada pela sentinela. A sentinela de olhos arregalados, queixo caído sobre o escudo e dentes cerrados. Parece estar mais que pronto para a batalha. Por ali não passa nada…. A Rainha está em posição contemplativa. 

Neste ambiente, reitero o desafio para participarem nas batalhas do VI Open de Xadrez Vila Nova de Caparica (inscrições através de e-mail; regulamento; lista de inscritos)
 
Créditos imagens British Museum. Mapa https://www.viamichelin.pt/  

domingo, março 5

Peões perdem com CX Ferreira do Alentejo por 3-1

Sábado, dia 5 de março, a equipa de xadrez do Clube Peões da Caparica (CPC) deslocou-se ao Alentejo para defrontar o C.X. Ferreira do Alentejo no 4.ª jornada do Campeonato Nacional de Equipas 2016-2017, 3ª Divisão, Série F.

Os Peões da Caparica batalharam arduamente contra as Torres do Alentejo, no entanto as suas muralhas estavam bem firmes, tendo forçado os Peões a uma derrota por 3 a 1. Os empates foram obtidos na mesa um e na mesa dois por Américo Costa e André Pereira respectivamente.



Mais resultados podem ser consultados aqui.
Na próxima ronda, o CPC desloca-se a Faro, no dia 1 de Abril, para defrontar a Associação Desportiva e Cultural de Faro para disputar a 5.ª jornada da prova.

Os Peões desejam boa sorte para as próximas partidas à CX Ferreira do Alentejo.